De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, o conceito de movimento como terapia tem ganhado destaque na área da saúde, reunindo cada vez mais evidências sobre sua importância para o equilíbrio emocional e cognitivo. Este artigo apresenta como o uso estruturado do movimento pode aprimorar a atenção, reduzir tensões internas e fortalecer a autorregulação. Ao longo do texto, serão explorados os benefícios da prática, seus fundamentos científicos e exercícios simples que podem ser aplicados no cotidiano.
Como movimentar-se, regula a atenção e as emoções?
O Movimento Como Terapia consiste na utilização de atividades corporais como ferramenta terapêutica voltada ao desenvolvimento emocional e à concentração. Essa proposta se apoia na integração entre corpo e mente, uma vez que padrões motores influenciam diretamente os estados psicológicos. Estudos atuais mostram que a prática regular de movimentos conscientes estimula áreas cerebrais responsáveis pela organização cognitiva. Além disso, promove equilíbrio fisiológico, o que suaviza respostas emocionais intensas.
Ao trabalhar o corpo de forma intencional, a pessoa desenvolve maior consciência sobre suas sensações, o que facilita a identificação de tensões internas. Esse processo favorece ajustes comportamentais, melhora a capacidade de foco e auxilia na estabilização do humor. Alexandre Costa Pedrosa destaca que esse tipo de intervenção pode ser aplicado tanto em contextos clínicos quanto em rotinas pessoais, permitindo resultados duradouros.
Como o movimento influencia o cérebro e o estado emocional?
Segundo Alexandre Costa Pedrosa, a prática do movimento mobiliza estruturas neurológicas associadas à atenção sustentada e ao controle emocional. Exercícios que envolvem repetição, ritmo e coordenação ativam redes cerebrais responsáveis pela autorregulação. Esse estímulo contribui para ampliar a capacidade de organizar pensamentos e direcionar o foco de maneira eficiente.

O corpo também desempenha papel essencial na liberação de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, como dopamina e serotonina. Quando a pessoa se movimenta com consciência, o organismo responde com efeitos reguladores capazes de reduzir inquietações e melhorar a estabilidade emocional. A respiração integrada ao movimento potencializa esse processo, já que induz estados de calma e clareza mental.
Quais exercícios ajudam a regular atenção e emoções?
Entre os melhores exercícios, estão práticas simples que podem ser realizadas em poucos minutos. Movimentos lentos associados à respiração profunda são úteis para reequilibrar o sistema nervoso. Caminhadas conscientes, que exigem foco nos passos e na sensação de contato com o solo, promovem atenção plena. Sequências de alongamentos fluidos ampliam a percepção corporal e reduzem tensões acumuladas.
Outra alternativa é o uso de movimentos rítmicos, como balanços suaves dos braços ou mudanças de peso entre as pernas. Esse tipo de ação fortalece a coordenação e gera sensação de organização interna. Atividades que envolvem gestos repetitivos, funcionam como um mecanismo de ancoragem, ajudando a direcionar o foco e minimizar dispersões. Alexandre Costa Pedrosa explica que essas práticas funcionam como uma ponte entre o corpo e a mente, auxiliando na construção de respostas emocionais mais equilibradas.
Por que o ato de mover-se deve ser incorporado na rotina?
Os benefícios de se movimentar, tornam a prática uma ferramenta valiosa para qualquer pessoa que busca estabilidade emocional e melhor desempenho cognitivo. A regularidade dos exercícios contribui para aprimorar a consciência corporal e fortalece a capacidade de lidar com desafios diários. O método pode ser incluído em pequenas pausas ao longo do dia, antes de atividades mentais exigentes ou sempre que houver necessidade de reorganizar a atenção.
Alexandre Costa Pedrosa ressalta que, ao integrar práticas corporais intencionais no cotidiano, abre-se espaço para um funcionamento emocional mais harmônico. O método auxilia na compreensão das próprias reações, melhora o foco e fortalece a capacidade de autocontrole. A longo prazo, os exercícios contribuem para uma vivência mais estável, permitindo que a pessoa enfrente desafios com maior clareza e serenidade.
Autor: Varderleyy Otter
