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Jornal do Sindicato > Blog > Notícias > Como montar um plano de segurança para casos de violência doméstica? Confira com Taiza Tosatt Eleoterio
Taiza Tosatt Eleoterio
Notícias

Como montar um plano de segurança para casos de violência doméstica? Confira com Taiza Tosatt Eleoterio

Mikhail Voralen
Mikhail Voralen julho 25, 2023
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Taiza Tosatt Eleoterio
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Um plano de segurança para situações de violência doméstica organiza decisões práticas antes que uma crise se instale e, em vista disso, Taiza Tosatt Eleoterio, profissional com atuação em apoio a mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade, explana que esse tipo de planejamento reduz a sensação de isolamento diante de um problema que raramente se resolve sozinho, sem apoio externo.

Contents
Por que o planejamento preventivo faz diferença antes de uma crise?Quais contatos merecem entrar nesse planejamento?Quais documentos e informações reunir com antecedência?Existem alternativas de apoio além da rede pessoal?O que muda na prática ao ter um plano estruturado?

A contar disso, construir esse plano significa mapear contatos confiáveis, reunir documentos essenciais e conhecer alternativas de apoio, sempre respeitando que cada realidade doméstica tem suas próprias limitações de tempo, recursos e liberdade de movimento. Portanto, não existe um roteiro único aplicável a todas as pessoas. Pensando nisso, a seguir, veremos como estruturar cada etapa do planejamento preventivo de forma realista.

Por que o planejamento preventivo faz diferença antes de uma crise?

Um plano de segurança pensado com antecedência evita decisões apressadas no momento de maior vulnerabilidade. Taiza Tosatt Eleoterio expõe que a pressão emocional de um episódio agudo tende a dificultar escolhas racionais, e por isso o planejamento precisa existir antes de ser necessário. Esse preparo envolve identificar rotas de saída dentro de casa, horários em que a residência costuma ficar mais vazia e locais públicos próximos que funcionem como pontos seguros. 

Pequenos detalhes, memorizados com calma, podem se tornar decisivos quando o tempo de reação é curto e a rotina não permite consultas demoradas. Ademais, vale destacar que esse mapeamento não precisa ser rígido. Ele funciona melhor quando é ajustado às particularidades de cada casa, cada rotina familiar e cada grau de liberdade que a pessoa efetivamente tem no dia a dia.

Quais contatos merecem entrar nesse planejamento?

Uma rede de contatos confiáveis sustenta qualquer plano de segurança. Isto posto, é importante priorizar pessoas que consigam agir rapidamente e sem hesitação, evitando incluir alguém cuja reação possa gerar mais exposição ao risco. Entretanto, antes de formalizar essa lista, é relevante considerar quem pode oferecer diferentes tipos de ajuda:

  • Uma pessoa próxima que possa hospedar em caráter emergencial, mesmo por poucos dias;
  • Um contato que aceite receber uma palavra-código combinada previamente, sinalizando risco imediato;
  • Um profissional de referência, como advogado ou psicólogo, que já conheça o contexto;
  • Um serviço público local de atendimento à mulher, salvo quando a situação envolver outro perfil de vítima.

Essa combinação de contatos amplia as opções de resposta em diferentes cenários, sem depender de uma única pessoa disponível o tempo todo.

Quais documentos e informações reunir com antecedência?

Documentos organizados evitam que uma saída rápida se transforme em outro tipo de vulnerabilidade. Segundo Taiza Tosatt Eleoterio, reunir cópias de identidade, comprovantes de residência, registros de boletins de ocorrência anteriores e informações financeiras básicas facilita qualquer decisão futura, inclusive jurídica. Inclusive, guardar esse material fora de casa, com uma pessoa de confiança ou em formato digital protegido, reduz o risco de acesso por parte do agressor. Também vale anotar números de telefone importantes em papel, caso o celular seja retirado ou monitorado.

Existem alternativas de apoio além da rede pessoal?

Quando a rede próxima é limitada, alternativas institucionais ganham peso. Tendo isso em vista, muitos municípios contam com casas de acolhimento temporário, centros de referência e linhas de atendimento que funcionam de forma sigilosa, independentemente de a pessoa já ter registrado ocorrência formal.

Aliás, buscar esses serviços não significa abrir mão de outras providências, como orientação jurídica ou acompanhamento psicológico. Como destaca a profissional com atuação em apoio a mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade, Taiza Tosatt Eleoterio, cada recurso cumpre uma função distinta, e combiná-los tende a fortalecer o plano como um todo, sem depender de uma única frente de apoio.

O que muda na prática ao ter um plano estruturado?

Um plano de segurança bem construído transforma a incerteza em prevenção. Isso não elimina o risco, mas reduz o tempo de reação e evita que decisões importantes sejam tomadas sob pressão extrema, sem preparo prévio algum, num momento em que cada minuto conta.

Revisar esse plano periodicamente é tão importante quanto criá-lo, já que rotinas, contatos e circunstâncias mudam ao longo do tempo. Portanto, manter o planejamento atualizado é o que garante sua utilidade real no momento em que for efetivamente necessário, e não apenas no papel.

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