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Bancários da Caixa entram em greve nesta quinta-feira após rejeitarem proposta salarial

Mikhail Voralen
Mikhail Voralen setembro 9, 2026
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Categoria decidiu paralisar as atividades por tempo indeterminado, enquanto trabalhadores de bancos privados e do Banco do Brasil seguem em situações distintas na Campanha Nacional 2026

Contents
Por que os bancários da Caixa decidiram pararO que aconteceu com o Banco do Brasil e os bancos privadosReação da Fenaban e os próximos passos da negociação

Os empregados da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira, dia 10 de setembro, uma greve por tempo indeterminado em todo o país. A decisão foi tomada depois que a categoria rejeitou, em assembleias realizadas entre os dias 4 e 8 de setembro, a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pelo banco. Em São Paulo, Osasco e região, o índice de rejeição chegou a 90% dos votos válidos, segundo o sindicato local da categoria.

O movimento reúne trabalhadores da Caixa em diversas regiões do país, incluindo São Paulo, Belo Horizonte e o estado do Pará, onde a paralisação já havia começado dias antes por decisão própria da base regional. Em Belo Horizonte, a greve foi aprovada por 68,2% dos votos, com 93,5% da categoria rejeitando a proposta apresentada pelo banco durante as negociações.

Por que os bancários da Caixa decidiram parar

A insatisfação da categoria está concentrada em pontos específicos da proposta recusada, entre eles as condições relacionadas ao plano de saúde oferecido pela instituição, conhecido como Saúde Caixa. Representantes sindicais afirmam que as tratativas conduzidas ao longo da Campanha Nacional 2026, que reúne as negociações entre bancários e instituições financeiras, não avançaram o suficiente para atender às reivindicações da categoria.

A Caixa, por sua vez, declarou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que segue empenhada em construir uma solução para a renovação do acordo coletivo. Segundo o banco, o processo leva em conta a valorização dos trabalhadores e a sustentabilidade da instituição, além do compromisso com a continuidade dos serviços prestados à população.

Vale lembrar que a paralisação ocorre em meio à Campanha Nacional 2026, processo anual de negociação que envolve os principais bancos do país e é conduzido, do lado dos trabalhadores, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, vinculada à CUT. O modelo de negociação unificada entre bancos públicos e privados, chamado de Mesa Única, existe desde 2003 e é apontado pelas entidades sindicais como uma conquista que estaria sob pressão nesta edição da campanha.

O que aconteceu com o Banco do Brasil e os bancos privados

Enquanto os empregados da Caixa optaram pela greve, o cenário foi diferente entre os demais segmentos da categoria bancária. Os trabalhadores de instituições privadas, como Itaú, Bradesco e Santander, aprovaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho com 66,10% dos votos válidos, o que garante a manutenção do atendimento regular nessas instituições.

Já no Banco do Brasil, o resultado das assembleias não foi uniforme. Em algumas regiões, como em Belo Horizonte, a proposta foi rejeitada por 81% dos votantes, enquanto em outras bases a maioria das assembleias também recusou os termos apresentados. O banco, que reúne cerca de 60 sindicatos regionais em sua estrutura de negociação, solicitou a reabertura das tratativas após o resultado das votações.

A assinatura da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para o período 2026 e 2028 estava marcada para o dia 9 de setembro, data que antecede o início da greve dos empregados da Caixa. A convenção nacional regula direitos comuns a toda a categoria bancária, independentemente da instituição empregadora, e inclui cláusulas como a que impede a cobrança de metas ou contato de trabalho fora do horário de expediente.

Reação da Fenaban e os próximos passos da negociação

A Federação Nacional dos Bancos enviou, no último domingo, um comunicado às entidades sindicais informando que não pretende reabrir as negociações com as categorias que rejeitaram as propostas em assembleia. No documento, a federação sugeriu que a decisão dos trabalhadores representaria uma escolha por não integrar a Convenção Coletiva de Trabalho nacional, interpretação contestada pelos sindicatos envolvidos.

As entidades sindicais argumentam que a rejeição da proposta em assembleia não significa abrir mão da negociação coletiva, mas sim recorrer à greve como instrumento legítimo para pressionar por avanços e pela retomada do diálogo. Nos próximos dias, a expectativa é de que novas rodadas de conversa sejam realizadas entre representantes da Caixa, do Banco do Brasil e das entidades que representam os trabalhadores em greve.

Para a população que utiliza os serviços da Caixa, a orientação das entidades bancárias é acompanhar comunicados oficiais sobre o funcionamento das agências durante o período de paralisação, já que o atendimento pode ser impactado de forma distinta em cada região do país, dependendo da adesão dos empregados ao movimento.

Fontes:
https://spbancarios.com.br/09/2026/bancarios-da-caixa-entram-em-greve-partir-do-dia-10-0
https://www.em.com.br/gerais/2026/09/7495795-bancarios-da-caixa-e-do-bb-entram-em-greve-por-tempo-indeterminado-em-bh.html
https://bancariosbh.org.br/conteudo/10319/fenaban-ameaca-excluir-bancarios-da-convencao-coletiva-apos-aprovacao-da-greve

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